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Artigo de opinião alerta para a necessidade de integrar o conhecimento geológico na gestão das bacias hidrográficas

No artigo de opinião do Expresso, “O que fazer com a gestão das bacias hidrográficas?”, Pedro Proença Cunha (Prof. Catedrático de Geologia Sedimentar da Universidade de Coimbra e investigador no MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) defende uma abordagem integrada de diferentes especialidades, na sequência da criação de um grupo de trabalho que irá analisar as cheias de 2026 na bacia do Mondego, que levaram à rotura de um dique e o colapso da A1.
A equipa deste grupo de trabalho integra quase exclusivamente, especialistas em engenharia hidráulica, sanitária e geotecnia, o que garante a competência técnica no que respeita o comportamento hidráulico do sistema fluvial face a episódios extremos. No entanto, uma bacia hidrográfica não é apenas um problema de engenharia, mas sim um sistema complexo, onde interagem processos naturais, usos do solo, dinâmicas económicas e decisões políticas. Assim, é essencial integrar o conhecimento geológico, bem como outras especialidades, para uma análise mais completa do território e ecossistemas.
Pedro P. Cunha destaca ainda a importância de integrar diferentes intervenientes no processo de decisão, nomeadamente autarquias e populações locais.
"Uma bacia hidrográfica não é apenas um problema de engenharia. É um sistema complexo, onde interagem processos naturais, usos do solo, dinâmicas económicas e decisões políticas. Pensá-la apenas do ponto de vista hidráulico é reduzir a realidade a uma dimensão insuficiente — e, por isso, arriscada."
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