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AFCD "Tal pai, tal filho: O decaimento isotópico ao serviço da Geologia"

Decorrerá a 30 de setembro de 2026 a Ação de Formação de Curta Duração (AFCD) "Tal pai, tal filho: O decaimento isotópico ao serviço da Geologia". Esta AFCD será ministrada por Inês Pereira (Departamento de Ciências da Terra – FCTUC e Centro de Geociências da Universidade de Coimbra).
A datação absoluta tem sido um pilar para a compreensão do tempo geológico. Se a datação relativa nos permite organizar os eventos em sequência, a datação absoluta permite atribuir uma dimensão temporal quantitativa, determinar as taxas dos processos e estudar complexos ou unidades geológicas desprovidos de marcadores estratigráficos ou relações geométricas claras. Com os avanços tecnológicos e analíticos, a geocronologia sofreu uma enorme revolução, tornando a datação de minerais e rochas mais acessível e transversal. Nas últimas duas décadas, o foco da comunidade científica expandiu-se: mais do que datar materiais geológicos, procura-se quantificar taxas de exumação, velocidades de crescimento cristalino e a duração real dos processos magmáticos e metamórficos. Nasce assim o conceito de petrocronologia, que vai além da geocronologia pura ao fundir o tempo com o contexto petrológico e geoquímico das rochas.
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